Março Lilás: câncer de colo de útero e os direitos da mulher

Além do Dia Internacional da Mulher, este mês também conta com a iniciativa Março Lilás de prevenção e combate ao câncer de colo uterino
Março Lilás: câncer de colo de útero e os direitos da mulher
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O mês de março é repleto de datas simbólicas para as mulheres. Uma delas é o Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo do Útero (26), que marca a campanha Março Lilás e faz deste mês um período dedicado à saúde feminina.

Também conhecido como câncer cervical, o câncer de colo uterino é um tipo de tumor maligno que se desenvolve na parte inferior do útero. Uma das suas principais causas é a infecção persistente por alguns tipos do vírus do papiloma humano (HPV), que quando não identificados e não tratados, desenvolvem lesões no colo do útero, podendo progredir para um câncer.

Qual a incidência do câncer de colo de útero no Brasil?

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O câncer de colo de útero é o terceiro tipo de tumor maligno que mais acomete a população feminina e, também, o terceiro câncer a causar morte entre as mulheres no Brasil. O INCA também estima que, em 2023, mais de 17 mil casos novos surgirão no país, representando um risco de de 13,25 casos a cada 100 mil mulheres.

Mesmo com números tão expressivos, o câncer de colo de útero ainda é pouco abordado, principalmente em sua fase mais avançada. Uma pesquisa feita pelo Datafolha em 2016, constatou que 73% das pessoas não conhecem ou não têm conhecimento de pessoas que tenham ou que já tiveram câncer de colo de útero.

Causa, fatores de risco e sintomas

O que causa câncer de colo de útero?

Como falamos acima, uma das causas do câncer de colo de útero é a infecção persistente pelo HPV. Apesar do Papilomavírus Humano ser muito comum, apenas a infecção por um subtipo viral oncogênico é um fator necessário, mas não suficiente, para o desenvolvimento do câncer cervical uterino.

Estima-se que cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas terão, em algum momento de suas vidas, contato com o vírus. Portanto, a conscientização e o tratamento do HPV no tempo certo são fundamentais para a prevenção do câncer de colo de útero.

Quais são os fatores de risco?

Além da infecção persistente pelo HPV, os fatores de risco para o câncer de colo do útero incluem:

  • Início precoce da atividade sexual;
  • Múltiplos parceiros sexuais;
  • Tabagismo;
  • Imunidade comprometida;
  • Histórico de doenças sexualmente transmissíveis;
  • Histórico familiar de lesões pré-cancerosas do colo do útero ou câncer cervical;
  • Uso prolongado de contraceptivos hormonais também pode ser um fator de risco.

Quais são os sintomas?

O câncer de colo de útero, geralmente, não apresenta sintomas em seus estágios iniciais. Além de ser uma doença de se desenvolve lentamente, nos casos mais avançados pode apresentar os seguintes sintomas:

  • Sangramento vaginal anormal, durante ou após a relação sexual, fora do período menstrual ou na menopausa;
  • Dor pélvica pode ser um sinal de câncer de colo de útero em fase avançada
  • Corrimento vaginal com odor forte e/ou sanguinolento;
  • Dor durante as relações sexuais.

É importante destacar que, na grande maioria das vezes, estes sintomas não significam exclusivamente câncer de colo de útero. Eles podem ser causados por outras condições, por isso a avaliação médica é tão importante.

Como prevenir o câncer de colo de útero?

É possível prevenir o câncer de colo de útero de diversas formas e, inclusive, se diagnosticado no tempo certo, tem grandes chances de cura. Diminuir ou evitar o contágio e infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é uma delas.

Ou seja, a vacinação contra o HPV (disponível para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos) e o uso de preservativos masculino ou feminino, durante a relação sexual com penetração, ajudam a proteger o contágio. No caso da vacina, é possível prevenir 70% dos cânceres de colo do útero e 90% das verrugas genitais.

Além disso, o exame Papanicolau, também conhecido como preventivo, deve ser feito periodicamente por todas as mulheres, após o início da vida sexual. Este exame é capaz de detectar lesões uterinas e alterações pré-cancerígenas precoces, que se tratadas, são curadas na quase totalidade dos casos, não evoluindo para o câncer.

Uma pesquisa interna da 3778, realizada por meio do questionário de saúde auto preenchível com mais de 16 mil pessoas, mostrou que 19,2% dos respondentes relataram não terem realizado o exame Papanicolau nos últimos três anos.

Por isso, é de extrema necessidade a realização dos exames preventivos periodicamente, como o Papanicolau, e da vacinação contra o HPV, conforme recomendação médica.

Direitos das mulheres com câncer de colo de útero

As mulheres com câncer de colo de útero têm direitos legais que visam garantir seu tratamento, cuidado e proteção. Alguns dos direitos incluem:

  • Tratamento médico adequado: desde o diagnóstico até o tratamento completo, incluindo cirurgias, radioterapia, quimioterapia e outros tratamentos necessários.
  • Direito ao afastamento do trabalho via INSS: em casos em que o tratamento médico ou cirurgia exijam afastamento do trabalho, a mulher com câncer de colo de útero tem direito à licença médica, garantida pela Previdência Social.
  • Direito a benefícios previdenciários: caso a mulher precisar se afastar do trabalho por mais de 15 dias, ela tem direito ao auxílio-doença, que é um benefício previdenciário fornecido também pelo INSS.
  • Isenção do imposto de renda: as mulheres com câncer de colo de útero têm direito à isenção do imposto de renda sobre seus rendimentos.
  • Prioridade no atendimento: a lei garante que as mulheres com câncer de colo de útero tenham prioridade no atendimento em hospitais e clínicas.

Além dos direitos legais, previstos na legislação brasileira, as empresas também podem apoiar a mulher com câncer de colo de útero de diversas formas. Auxiliar a colaboradora no processo de afastamento junto ao INSS é um exemplo.

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